Pan-Africanism needs a new lease of life. The time for complacency, for the continued indulgence in the falsehoods of victimhood, has passed. The colonial powers and their neocolonial offshoots have ravaged our lands and minds for centuries. Yet we continue to look to them for solutions, for direction, for legitimacy. But who are they to determine the fate of Africa? Who are they to dictate how we should live, how we should think, how we should use the riches of our own soil? If progress on continental integration has been slow, the reason lies in an orientation informed by the orthodoxy of market liberalism. Consequently, the coronavirus pandemic has revealed the deficit of a collective continental response, both in the health sector and other areas. More than ever, we need to adopt a concerted approach to education, governance, public health, fundamental research in all disciplines, and public policy.
The African continent must take its destiny back into its own hands. We must rise above this imposed dependency, this insidious narrative that tells us we are incapable of governing ourselves, of creating our own future, of leading the world into a new era. We must cast off the cloak of victimhood that has been draped over us, obscuring the strength and power that lies dormant within our people, within our lands. It is time to realize the truth that Africa, the mother of civilization, holds within her vast and untapped resources the key to her own liberation. For it is in the most trying moments that new and innovative orientations must be explored and lasting solutions adopted. We need to join the efforts to re-engineer Africa to break away from the model of development based on the vicious cycle of indebtedness and to break away from the orthodox vision of growth for the sake of growth and profit for the sake of profit.
O Pan-Africanismo precisa de uma nova chance. O tempo da complacência, da continuidade na indulgência nas falsidades da vítima, passou. As potências coloniais e seus descendentes neocoloniais devastaram nossas terras e mentes por séculos. No entanto, continuamos a olhar para elas em busca de soluções, direção, legitimidade. Mas quem são elas para determinar o destino da África? Quem são elas para ditar como devemos viver, pensar, usar as riquezas do nosso próprio solo? Se o progresso na integração continental tem sido lento, a razão está em uma orientação informada pela ortodoxia do liberalismo de mercado. Consequentemente, a pandemia de coronavírus revelou o déficit de uma resposta continental coletiva, tanto no setor de saúde quanto em outras áreas. Mais do que nunca, precisamos adotar uma abordagem concertada para a educação, governança, saúde pública, pesquisa fundamental em todas as disciplinas e políticas públicas.
O continente africano deve tomar seu destino de volta em suas próprias mãos. Precisamos superar essa dependência imposta, essa narrativa insidiosa que nos diz que somos incapazes de nos governar, de criar nosso próprio futuro, de liderar o mundo para uma nova era. Precisamos lançar fora o manto de vítima que nos foi derramado, obscurecendo a força e o poder que estão dormentes dentro do nosso povo, dentro de nossas terras. É hora de perceber a verdade de que a África, a mãe da civilização, contém em seus vastos e intocados recursos a chave para sua própria libertação. Porque é nos momentos mais difíceis que novas e inovadoras orientações devem ser exploradas e soluções duradouras adotadas. Precisamos unir esforços para reengenhar a África para romper com o modelo de desenvolvimento baseado no ciclo vicioso da dívida e romper com a visão ortodoxa de crescimento para o crescimento e lucro para o lucro.